sexta-feira, 11 de maio de 2018

Verões emocionais.

 Eu tenho o terrível costume de escrever apenas quando estou triste, tenho pouquíssimos textos falando sobre felicidade. A tristeza, apesar de dolorosa, tem sua beleza. Textos tristes me parecem muito mais profundos, a alegria me parece artificial, as vezes parece algo inalcançável. Talvez esse contentamento líquido seja fruto das redes sociais.
 Me parece um tanto estranho vir aqui pra falar que estou feliz. Sim, como há tempos não me sentia. As coisas estão caminhando bem, na direção certa (espero). Academicamente, estou atolada de coisas para fazer, mas não me sinto sufocada, tô conseguindo administrar meu tempo. A saúde não está lá essas coisas, tô cada vez mais sedentária, engordando a cada dia... Emocionalmente estou bem, talvez apaixonada (vamos ver até onde isso vai), as coisas estão caminhando lentamente e fico feliz por isso, cansei de me jogar de cabeça em relacionamentos rasos (opa, um clichê!). Mas essas coisas são um mero detalhe diante da imensidão de estar em paz comigo mesma.
 Ah, leitor, tenho levado a sério aquele papo de protagonismo da própria vida. Me conheço muito melhor hoje, sigo essa estrada da vida com a certeza de que errarei, tropeçarei, talvez até me perca, mas estou certa de que estou me tornando uma mulher de quem me orgulho. Essa mulher vai me custar pessoas, relacionamentos, futuros. Eu estou escolhendo essa mulher apesar de todo o resto.
 É outono, mas aqui dentro ainda é verão.

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