Vou deixar de escrever por um tempo. Voltarei. Como uma música precisa de som e silêncio, eu preciso também, talvez tudo precise. Carlos Drummond de Andrade diria que "A vida necessita de pausas."
Eu volto, querido, talvez único leitor. Dias melhores virão, textos melhores, tudo melhor. Está na hora de pegar todos esses pensamentos soltos e colocá-los em seus devidos lugares.
sexta-feira, 24 de julho de 2015
quarta-feira, 22 de julho de 2015
O tempo parou... Ou não.
Um ano, 12 meses, alguns dias ou poucos segundos. A vida corre, a vida voa, ela é rápida e ágil. Em um piscar de olhos tudo se transforma. Fazemos coisas em um segundo e em outro estamos arrependidos, voltar para consertar seria perda de tempo. O mundo gira cada vez mais rápido, violentamente, sem se preocupar com nada. Internet lenta enlouquece.
Guardar palavras que podem ser gastas mais tarde nem sempre é tão bom. Tá tudo indo tão rápido, será que o amanhã existirá?
Rápido, faça o que precisa fazer, você tem pouco tempo! Ame mais. Sorria mais. Viaje, escreva, abrace seus pais. Corra, faça uma loucura! Não terá tempo de se arrepender. Arrisque. A vida não para. O tempo não para.
Vamos ver a banda passar! Já passou... Vamos ver o sol despertar e a rua acordar! Já passou... Vamos ver o pôr do sol! Já passou... Vamos contar as estrelas! Cadê?
O tempo é curto. Não deixe nada pra depois se você pode fazer agora.
terça-feira, 21 de julho de 2015
Saudades do que eu não vivi.
Me deu vontade de voltar à década de 80, mas poderia voltar à dez mil ano atrás. Saudades de você. Saudades daquela época em que brincar na rua era melhor que esses jogos de celular. Saudades de quando não existia iPhone. Saudades de quando o mundo era um lugar legal...
É, não se fazem mais 'antigamentes' como antes. Antigamente a Música Popular Brasileira, era popular. Antigamente as pessoas eram mais verdadeiras com elas mesmas. As pessoas viviam de amor... Faziam mais poesias, não?
Século XXI é um tédio, vamos voltar no tempo! Encontrar um passado perdido, talvez um amor sincero, talvez sorrisos sinceros, talvez um mundo melhor. Talvez, quem sabe, eu não repetisse tanto as palavras. Isso aqui certamente seria um livro, blog não existia, talvez eu fosse feliz.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Amanheceu, mais um dia retrocedeu.
Acordar. A visão permanece um pouco embaçada durante 30 segundos. Olhar pro teto, sentar na cama e olhar em volta. O quarto, que só tem uma cama e nada mais, bagunçado. Roupas espalhadas, uma garrafa de vinho quebrada. Rastros de que alguém havia dormido junto. A boca seca, dor de cabeça. Perceber os olhos fundos e vermelhos, lavar o rosto, uma cárie embriagada no espelho do banheiro. Procurar algo pra comer, geladeira vazia. Servir-se de mais um cigarro. O estrago faz tão bem. Sem lembrar o que aconteceu na noite anterior, tomar banho e sair com o fuska azul.
Era isso que acontecia todos os dias com aquele rapaz, que teria um passado ruim, mas poderia ter um futuro brilhante... Rejeitava todos os dias a própria ideia de mudar. Mal sabia o que estava perdendo, por isso a cada noite ia a um bar diferente e deitava com prostitutas. Ele poderia não lembrar das noites, mas sabia o que acontecia dentro de si, e aquilo doía.
domingo, 19 de julho de 2015
Depois de ler um pequeno livro de um grande homem.
As coisas distantes que nos aproximam, as coisas próximas que nos distanciam. Já parou pra pensar nisso? Somos tão iguais, tão desiguais. Essas diferenças são o que nos aproximam. Já sentiu a mesma indiferença que outra pessoa?
Há tantos pontos de vista sobre um mesmo tema. Mas e mais, tão desiguais. Cem e sem, tão desiguais.
Pequenas coisas parecem mais aterrorizantes que as grandes coisas. Mais complicadas, mais distantes. Mais fácil trocar a lâmpada do banheiro do que a das ideias.
Irmãos com gostos diferentes são mais próximos, irmãos com gostos iguais são tão distantes. Um quieto e tímido, o outro muito fala... Ah, que casal lindo.
Queremos nos unir, unir as diferenças.
Já ouviu um diálogo entre um cristão protestante e um católico? Vieram da mesma crença e mesmo assim discordam de tantas coisas. Uma discussão entre uma pessoa que prefere rock nacional e outra, que prefere rock internacional. Estão mais próximos do que imaginam.
Vejo muitos casais terminando namoros por suas diferenças sem saber como é chato ter alguém 'igual' bem ao lado.
Qual a indiferença que nos une?
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Desordem e regresso.
Tudo desorganizado. Vida em desordem. Pensamentos soltos. A internet já não funciona. A bateria está descarregada. Agora sou só eu olhando para essa tela preta, vendo meu reflexo. Olheiras. É possível notar os efeitos da insônia que o café trouxe. Olhando em volta vejo que a bagunça não está somente em mim, nas coisas ao meu redor também.
Refletindo sobre isso, vi o caos. Na correria do dia-a-dia acabamos nem percebendo a bagunça do mundo. Pai estuprando filha, filha matando o pai. Filho estuprando mãe, mãe matando filho. Gente matando por matar. Adolescente matando pra sustentar vício. Pessoas corruptas preocupadas com corrupção. Bandido sendo inocentado, inocente sendo acusado. Matam por poder, podem por matar.
Medíocre. Hipócrita. Como vou dizer que o mundo é bom com tantos adjetivos ruins a lhe dar? Entender o porque de ser sal e luz me parece bem mais fácil agora.
Qual a motivação das pessoas para continuarem vivendo? Ah, meu sono poderia vir mais rápido. Pensar nessas coisas me dá dor de cabeça. Tudo poderia ser mais lindo se o ser humano não existisse, mas prefiro pensar que o meu papel é tentar fazer isso parecer ridículo, e mostrar que as coisas são belas. Isso sim é ridículo. Essas coisas que estão acontecendo madrugada adentro, mundo afora, são visíveis o suficiente para que eu em minhas limitações não possa esconder. Acho que a única coisa agora invisível sou eu.
Mas veja, uma ideia boa me veio à mente! Vou mudar o mundo. Se quiser vir também, eu amaria a companhia. Podemos até criar uma música pra isso, com uma melodia bem marcante... Quem sabe isso muda também.
quarta-feira, 15 de julho de 2015
(Simplexo) assim como o pó dissolve na água.
Sem inspiração. Sem muito o que falar. Está frio aqui, um pouco de rock nos fones. Fome, e a preguiça de ir preparar algo pra me alimentar. Preguiça de alimentar até mesmo a alma. Cansaço.
Ontem também não escrevi. O que está acontecendo comigo? Passei a madrugada em claro e nenhuma ideia me surgiu. Queria uma história pra contar, mas minha vida é um tédio, sempre as mesmas coisas. Tento mudar, mas nem tenho muito o que fazer.
Tudo tão simples e tão complexo. Vou preparar miojo. Já parou pra pensar na vida? A simplicidade do momento a complexidade do sentimento. Tudo tão estranho e tão normal. A beleza da vida.
Já se passaram 3 minutos, o miojo está pronto, e nenhuma ideia. Vamos preparar o café então...
Ah, o que é isso? Escrever me parecia mais fácil. A lâmpada do banheiro queimou, a das ideias também. Que frustração.
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