sábado, 11 de julho de 2015

Tententender.

Tente olhar pro sol. Se não consegue, assim como consegue olhar para esse texto e ler, tente novamente. Tente mais e mais vezes. Olhos bem abertos. Ah, vamos, mais uma vez. Tente o quanto quiser, no fim das contas o brilho é tanto que acabará com problemas de visão.
 Tente ver a vida como ela é. Tente compreender. Tente.
 Já ouvi muito "A prática leva a perfeição." Será mesmo? Talvez praticar um erro tantas e tantas vezes o torne perfeito. Quem sabe uma mentira contada várias vezes torne-a uma mentira perfeita, talvez até ela vire uma verdade, assim como o erro pode se tornar um acerto.
 Erros de ortografia. Erros, de tantos jeitos. Apenas erros.
 Qual o seu erro favorito? O meu é amar. É, caro leitor, eu amo muito. E esse erro mesmo que repetido tantas vezes não se tornou perfeito. Não ao meu ver.
 Na tentativa de fazer um texto perfeito, acabei repetindo demais as palavras, e isso talvez seja um erro. Meu professor de português diria que sim.
 Com tantas perguntas em mentes e tão poucas respostas, acabo sem querer entender o porquê das coisas. Podendo, faria como Humberto Gessinger diz em uma de suas canções: "Erraria tudo exatamente igual." Vai que a vida fora desses questionamentos é chata.
 Lembro-me agora que algumas coisas perdem o brilho quando descobrimos o que há por trás, como um erro em uma música pode passar despercebido, mesmo depois de tentar acertar várias vezes. Quando descubro que o improviso de um guitarrista foi causado por um erro fico com raiva, fico com raiva até de mim quando o faço.
 Será que se nós entendêssemos o X da questão todo o resto perderia a graça? Eu digo que sim. Se for um erro peço que me deixe errar em paz, vai que se torne perfeito. Entenda, é um erro comum.

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